É muito comum ouvir de idosos frases como:
- “Minha dentadura vive machucando a gengiva.”
- “Tenho medo de sorrir porque a prótese solta na frente dos outros.”
- “Só consigo comer coisas muito moles, senão a prótese sai do lugar.”
Muitas vezes, eles se acostumam com o desconforto e acreditam que “é assim mesmo”, que é normal a prótese incomodar ou cair com o tempo. Mas isso não é verdade.
Uma prótese bem ajustada deve:
- ficar estável,
- permitir mastigação adequada,
- não causar dor, feridas ou insegurança ao falar e sorrir.
Na Clínica Odontológica Andréa Ávila, em Jardim Bonfiglioli (Butantã, São Paulo), recebemos com frequência idosos que convivem há anos com próteses mal adaptadas, afetando a alimentação, a autoestima e a qualidade de vida. Neste artigo, explico quando é hora de ajustar ou trocar a prótese e como a Odontogeriatria pode ajudar.
Por que a prótese do idoso começa a machucar ou soltar?
Ao longo dos anos, o formato da boca muda. Mesmo que a prótese esteja “inteira”, o osso e a gengiva não são os mesmos de quando ela foi feita.
Entre os principais motivos para a prótese começar a machucar ou soltar estão:
- Reabsorção óssea: o osso que sustenta a prótese vai sendo reabsorvido, diminuindo de volume;
- Alterações na gengiva, que pode ficar mais fina, sensível ou com áreas de hiperplasia (crescimento exagerado de tecido);
- Desgaste da prótese com o uso, perdendo a forma e a adaptação original;
- Mudanças na musculatura facial e no modo de mastigar;
- Uso prolongado da mesma prótese por muitos anos, sem revisões.
Ou seja: muitas vezes não é a prótese que “piorou”, é o organismo que mudou – e ela deixou de acompanhar essas mudanças.
Sinais de que a prótese precisa de atenção
Alguns sinais são claros de que é hora de avaliar a prótese do idoso com um odontogeriatra:
1. Feridas ou machucados frequentes
- Aftas ou feridas recorrentes na gengiva, bochechas ou língua;
- Áreas avermelhadas, doloridas ou com sangramento;
- Necessidade de usar pomadas frequentemente para aliviar dor.
Feridas constantes não são normais e podem, além de causar dor, abrir porta para infecções.
2. Prótese que solta ao falar ou mastigar
- Medo de rir ou falar em público, por receio de a prótese cair;
- Uso excessivo de adesivos para tentar “segurar” a prótese;
- Sensação de que a prótese “dança” na boca, principalmente ao mastigar.
Isso afeta diretamente a segurança emocional e social do idoso, que muitas vezes passa a evitar convívio com outras pessoas.
3. Dor na mastigação
- Dor ao morder ou mastigar certos alimentos;
- Incômodo ao mastigar em apenas um lado;
- Preferência por alimentos pastosos devido à dor.
A dor na mastigação pode levar à redução da variedade alimentar e, consequentemente, à piora da nutrição.
4. Alterações na fala e na estética
- Dificuldade para pronunciar certas palavras;
- Sorriso “murcho” ou com perda de suporte dos lábios;
- Sensação de que o rosto mudou muito após perda de dentes e uso prolongado de prótese inadequada.
O impacto estético também influencia a autoestima, especialmente em um momento de vida em que muitos idosos já lidam com outras mudanças físicas.
Ajustar ou trocar? Entendendo as possibilidades
Ao notar esses sinais, é essencial uma avaliação especializada. A partir dela, o odontogeriatra pode propor diferentes soluções, que variam conforme o caso.
1. Ajuste da prótese (alívio ou reembasamento)
Quando a prótese ainda está em boas condições estruturais, mas a gengiva ou o osso mudaram, é possível:
- Realizar ajustes pontuais em áreas de pressão, aliviando pontos de machucado;
- Fazer um reembasamento, procedimento em que a parte interna da prótese é remodelada para adaptá-la ao novo formato da gengiva.
Esses procedimentos podem melhorar bastante o conforto e a estabilidade, especialmente quando o problema ainda está em fase inicial.
2. Troca da prótese
Em alguns casos, a prótese está:
- Muito desgastada,
- Quebrada repetidas vezes,
- Com formato inadequado,
- Com adaptação tão comprometida que o ajuste não é suficiente.
Nessas situações, a troca da prótese pode ser a melhor opção.
Na terceira idade, essa decisão leva em conta:
- A saúde geral do idoso,
- Sua capacidade de adaptação a uma nova prótese,
- A presença de doenças neurológicas ou cognitivas (como Alzheimer),
- O apoio da família e cuidadores para acompanhar essa adaptação.
3. Próteses sobre implantes: são possíveis para idosos?
Muitos familiares perguntam: “Meu pai já é idoso, dá para colocar implante?”
A resposta não depende apenas da idade cronológica, mas do quadro geral de saúde. Em alguns idosos com boas condições sistêmicas, é possível planejar:
- Próteses fixas sobre implantes,
- Próteses protocolo,
- Ou próteses removíveis apoiadas em implantes para dar mais estabilidade.
Contudo, cada caso deve ser analisado com extremo cuidado em Odontogeriatria, considerando:
- doenças cardíacas,
- uso de anticoagulantes,
- osteoporose,
- risco cirúrgico,
- capacidade de higiene diária.
Nem todo idoso é candidato a implante, e nem todo idoso precisa de implante para ter uma boa qualidade de mastigação. O mais importante é um planejamento individualizado e seguro.
Impactos da prótese inadequada na saúde do idoso
Manter uma prótese que machuca ou não funciona bem não é apenas um problema de conforto. Pode haver consequências mais amplas:
- Dor crônica, que desgasta emocionalmente e interfere no humor;
- Dificuldade de alimentação, com risco de desnutrição e perda de peso;
- Maior risco de feridas, úlceras traumáticas e infecções na mucosa;
- Vergonha de sorrir e falar, levando ao isolamento social;
- Piora de quadros como depressão e ansiedade.
Em pacientes com doenças neurológicas, como Alzheimer ou Parkinson, a dor na boca pode se manifestar como agitação, irritabilidade e recusa alimentar, e muitas vezes a família não relaciona esse comportamento a um problema na prótese.
Por isso, a avaliação odontogeriátrica é fundamental para entender se a prótese está ajudando ou prejudicando a qualidade de vida daquele idoso.
Como é a avaliação da prótese na consulta de Odontogeriatria?
Na Clínica Odontológica Andréa Ávila, em Jardim Bonfiglioli, a avaliação da prótese faz parte da consulta odontogeriátrica completa. Nela verificamos:
- Adaptação da prótese sobre a gengiva e o osso;
- Presença de feridas, inflamação ou áreas de pressão;
- Estabilidade ao falar e mastigar;
- Contato adequado entre os dentes superiores e inferiores;
- Condição da mucosa e da saliva;
- Capacidade do idoso de colocar, retirar e higienizar a prótese.
Também conversamos com o idoso e a família sobre:
- Há quanto tempo ele usa a mesma prótese;
- Quais alimentos ele tem dificuldade de comer;
- Queixas de dor, insegurança ou constrangimento social.
A partir dessa análise, é possível definir se o melhor caminho é ajustar, reembasar ou confeccionar uma nova prótese, ou ainda se há indicação de tratamentos complementares.
Orientações para familiares e cuidadores de idosos com prótese
Se você cuida de um idoso que usa prótese, observe:
- Ele se queixa de dor ou desconforto ao mastigar?
- Evita sorrir ou falar em público?
- Tira a prótese com frequência porque “não aguenta ficar com ela”?
- As gengivas estão avermelhadas, com feridas ou sangramento?
- Ele tem comido menos ou recusado alimentos mais consistentes?
Em caso de resposta positiva, é importante:
- Não considerar isso “normal da idade”;
- Agendar uma avaliação com um odontogeriatra;
- Ajudar na higienização da prótese e da boca, especialmente se o idoso tiver limitações motoras ou cognitivas;
- Acompanhar o idoso nas consultas, ajudando a relatar queixas e rotina.
A família e os cuidadores são aliados essenciais para que o tratamento seja bem-sucedido e para que os benefícios se mantenham no dia a dia.
Odontogeriatria em Jardim Bonfiglioli (Butantã, São Paulo): cuidado especializado com próteses em idosos
A Clínica Odontológica Andréa Ávila, localizada em Jardim Bonfiglioli, região do Butantã, em São Paulo, é especializada no cuidado de:
- Idosos com próteses totais ou parciais desadaptadas;
- Pacientes que sentem dor, machucados ou insegurança ao usar prótese;
- Idosos com dificuldade de higiene ou adaptação a novos dispositivos;
- Pacientes com doenças crônicas, fragilidade ou demência, que exigem atenção diferenciada.
Com mais de 26 anos de experiência, formação em Odontogeriatria, Odontologia Hospitalar e Pacientes Especiais, a abordagem da clínica une:
- Segurança,
- Empatia,
- Planejamento individualizado,
- Foco na qualidade de vida, e não apenas no aspecto técnico da prótese.
Uma prótese bem adaptada devolve conforto, segurança e autoestima
Conviver com uma prótese que machuca ou cai não deve ser a realidade de nenhum idoso.
Cuidar da adaptação da prótese é:
- aliviar dores,
- facilitar a mastigação,
- melhorar a nutrição,
- resgatar a confiança para sorrir e se relacionar.
Se você percebeu que seu familiar idoso está sofrendo com a prótese atual, talvez seja hora de avaliar, ajustar ou trocar, com o apoio de um profissional especializado em Odontogeriatria.
Agende uma avaliação odontogeriátrica na Clínica Odontológica Andréa Ávila
Seu familiar reclama que a prótese machuca, vive caindo ou atrapalha para comer?
Ele tem evitado sorrir por insegurança com a dentadura?
- Acesse: andreaavilaodontologia.com.br
- Veja a página de Odontogeriatria
- Entre em contato e marque uma consulta em Jardim Bonfiglioli – Butantã – São Paulo
Uma prótese bem ajustada não é luxo; é um passo essencial para que o idoso viva com mais conforto, segurança e dignidade.



